terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cientistas britânicos desenvolvem 'osso injetável'


A substância tem a textura de um creme dental e forma uma espécie de "molde" biodegradável, ao redor do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.

Segundo os pesquisadores, a nova técnica poderia substituir os dolorosos enxertos ósseos em muitos casos.

Eles agora devem iniciar os primeiros testes com pacientes na Grã-Bretanha, com esperança de começar a usar o material regularmente nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.

Sem cirurgia

De acordo com os cientistas, a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de enrijecimento.

O preenchimento convencional esquenta enquanto endurece, destruindo as células próximas, o que impede o seu uso em algumas partes do corpo.

Já o polímero desenvolvido na Grã-Bretanha começa a endurecer apenas quando entra em contato com a temperatura do corpo.

Além disso, o próprio processo de inserção é mais fácil, pois não necessita uma incisão cirúrgica, segundo o chefe da pesquisa, Kevin Shakesheff.

Os enxertos tradicionais utilizam pedaços de ossos retirados de outra parte do corpo para preencher as fraturas.

"Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. Nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff.

"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injetar o polímero, que então vai preencher a área fraturada e endurecer em poucos minutos. Como ele não esquenta, as células ósseas ao redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido."

Futuro

O cientista reconhece, no entanto, que o material tem limitações, como a maneira como "cola" ao osso.

Segundo ele, uma fratura grave na perna, por exemplo, ainda necessitaria de pinos para evitar um colapso quando o paciente tentar andar.

Mas Shakesheff lembra que o fato de o polímero não esquentar possibilita que no futuro ele seja usado em outros tipos de processos reparatórios em várias partes do corpo, inclusive o coração.

O novo material rendeu à equipe de Nottingham o prêmio Medical Futures, que honra as invenções médicas mais importantes do ano.

Fonte: BBC Brasil

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Aquecimento global é discutido em conferência na Polônia



Nove mil delegados de 186 países discutem na Polônia como reduzir as emissões de gases poluentes para controlar o aquecimento global.

Fonte: Agência Brasil

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Cientistas criam técnica para ilusão de 'troca de corpos'


A técnica desenvolvida por uma equipe do Insituto Karolinska, de Estocolmo, foi descrita em um artigo publicado no último número da revista científica Public Library of Science One.

Segundo os autores do estudo, a técnica pode ajudar pesquisadores a entender a maneira como o cérebro humano estabelece o sentido de identidade e poderá ajudar no desenvolvimento prático de aplicações de realidade virtual e de tecnologias robóticas.

Ela também poderia ajudar nos tratamentos de dores ‘fantasma’, sentidas em membros amputados.

Câmeras

Para criar a sensação de troca de corpos, os cientistas primeiro instalaram câmeras nos lugares dos olhos de um boneco de plástico, conectadas a duas pequenas telas colocadas em frente aos olhos dos voluntários, para que eles tivessem a visão que os bonecos teriam.

Quando as câmeras eram movimentadas para baixo junto com a cabeça do voluntário, eles passavam a ver o corpo do boneco no lugar de seu próprio corpo.

Os cientistas tocavam então as barrigas dos dois com varetas. O voluntário podia ver a barriga do boneco sendo tocada, ao mesmo que tinha a sensação de ser tocado pela vareta encostada em sua própria barriga.

Como conseqüência, eles desenvolviam uma forte sensação de que o corpo do boneco era seu próprio corpo.

Numa segunda experiência, as câmeras eram colocadas sobre os olhos de outra pessoa. As duas pessoas – uma com as câmeras sobre os olhos e outra com as telas sobre os olhos – eram colocadas então frente a frente e levadas a apertarem as mãos.

O voluntário com as telas em frente aos olhos tinha a sensação de que as mãos da outra pessoa eram suas e se via apertando as próprias mãos.

Reações de stress

Os cientistas comprovaram a eficácia da técnica ao verificar reações de estresse nos voluntários quando apontavam facas para os braços das pessoas com as câmeras sobre os olhos, ausentes quando as facas eram apontadas para seus próprios braços.

“Esta experiência mostra como é fácil mudar a percepção que o cérebro tem da própria identidade”, comentou o coordenador do estudo, Henrik Ehrsson. “Ao manipular as impressões sensoriais, é possível induzir a pessoa não só a pensar que deixou o próprio corpo, como também que entrou em corpos de outras pessoas.”

A experiência obteve os mesmos resultados quando as duas pessoas tinham aparências diferentes ou mesmo quando eram de sexos diferentes.

Os cientistas não conseguiram, porém, fazer os voluntários se identificarem com objetos sem a forma humana, como cadeiras ou um bloco de madeira.

Fonte: BBC Brasil

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Plano estabelece que Brasil deve reduzir desmatamento entre 30% e 40% até 2017

Brasília - O Plano Nacional de Mudança do Clima traz, pela primeira vez, metas para redução de emissões de gás carbônico pelo Brasil, principalmente as provocadas pelo desmatamento.

De acordo com o plano, que será assinado daqui a pouco pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade no Palácio do Planalto, até 2017 o país deve diminuir o desmatamento entre 30% e 40%. Essas metas poderão evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono.

No Brasil, o desmatamento é responsável por 75% das emissões de gases causadores do efeito estufa. O cálculo para a queda da devastação leva em conta metas avaliadas a cada quatro anos.

Em entrevista antes da assinatura do plano, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou que a definição de metas – que enfrentava resistência no governo brasileiro – só foi possível “porque mudou a relação política dentro do governo para isso”. Segundo ele, também "mudou a percepção da sociedade e da academia sobre o tema”.

O plano deve ser uma das cartas na manga do Brasil durante a negociação de um novo acordo global sobre o clima, que começou hoje (1º) em Póznan, na Polônia.

Fonte: Agência Brasil

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Enchentes em SC 'são reflexo de mudanças na Amazônia', diz 'Clarín'


As enchentes em Santa Catarina, que mataram dezenas de pessoas e deixaram milhares desabrigadas, são sinal de que o impacto do aquecimento global sobre a Amazônia já está tendo um reflexo sobre o clima da América do Sul, diz artigo do jornal argentino, Clarín.

"Começa então a se cumprir, muito antes do previsto, o que vêm advertindo os cientistas, entre eles os do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. (...) As mudanças na floresta amazônica, em conseqüência do aquecimento global e da ação destrutiva do homem, já começaram a se fazer sentir no Cone Sul", diz o diário.

"As tempestades em Santa Catarina, simultaneamente às fortes secas no Chaco, em Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé e Córdoba" são citados pelo artigo como reflexos de mudanças na Amazônia.

O Clarín ouviu dois especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) para explicar o fenômeno.

Segundo o jornal, "o físico Antônio Ozimar Manzi afirmou: 'Esta zona (que inclui a selva no Brasil e mais outros oito países da região) é a principal fonte de precipitações na região'. E tudo o que acontecer modificará de maneira decisiva o clima no sul e no norte da América do Sul".

Paulo Artaxa, também ouvido pelo jornal argentino, explica que "no céu da Amazônia há um sistema eficaz de aproveitamento do vapor d'água (...) mas a fumaça dos incêndios florestais altera drasticamente este mecanismo: diminui a formação de nuvens e chuvas em algumas regiões e aumenta as tempestades em outras".

O Clarín conclui que "não é de se estranhar fenômenos como as inundações de Santa Cataria quanto a seca no norte, centro e leste da Argentina".

"Não são castigos divinos, mas bem humanos."

Fonte: BBC Brasil

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Terra pode enfrentar nova Era do Gelo, diz estudo


OSLO - O planeta pode enfrentar um resfriamento pior que o da Era Glacial dentro de apenas 10 mil anos, o que trará às futuras sociedades um desafio contrário à atual luta contra o aquecimento global, disseram cientistas da Grã-Bretanha e do Canadá na quarta-feira.

Eles disseram que os gases do efeito estufa, vilões do atual aquecimento, podem no futuro evitar que grande parte da América do Norte, da Europa e da Rússia virem uma imensa pedra de gelo.

A previsão se baseia no estudo de minúsculos fósseis marinhos e nas alterações da órbita terrestre, e não deve ser entendida como justificativa para não combater o aquecimento provocado por atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis.

"Não há justificativa para dizer: 'Vamos continuar injetando dióxido de carbono na atmosfera'", disse por telefone à Reuters o cientista norte-americano Thomas Crowley, da Universidade de Edimburgo, um dos autores do estudo publicado na revista Nature.

Segundo ele, o resfriamento deve começar num prazo de 10 mil a 100 mil anos. "Geologicamente, é amanhã. Mas temos muito tempo para discutir sobre os níveis adequados de gases do efeito estufa."

O eventual congelamento de enormes pedaços do Hemisfério Norte e de todo o mar em volta da Antártida também iria reduzir o nível dos mares, talvez em até 300 metros - deixando Rússia e Alasca ligados por terra, por exemplo.

ASCENSÃO E QUEDA

Na última Era Glacial, o nível do mar caiu cerca de 130 metros. Os cientistas podem presumir o nível do mar por causa da composição química dos fósseis, que varia junto com a química dos oceanos - num mar mais raso e com menos água, por exemplo, o sal é mais concentrado.

"Provavelmente, as futuras sociedades podem evitar esta transição indefinidamente com ajustes muito modestos no nível de CO2 atmosférico", escreveram eles.

O efeito estufa retém o calor junto à Terra, uma tendência que nas próximas décadas deve levar a ondas de calor, secas e elevação dos mares. O CO2, emitido principalmente pela queima de combustíveis, é o principal dos gases que provocam o efeito estufa.

Os cientistas disseram que recentes oscilações dos últimos 900 mil anos entre Eras Glaciais e períodos mais aquecidos, como o atual, estão se tornando mais acentuadas. Modelos sugerem que a instabilidade pode prenunciar um novo estado, bem mais frio e estável.

Uma mudança semelhante aconteceu há mais de 34 milhões de anos, quando a Antártida se cobriu de gelo pela primeira vez, segundo os cientistas. Isso pode começar por causa de um ligeiro crescimento das camadas polares, pois o gelo e a neve refletem mais o calor solar na direção do espaço. Isso pode acelerar o resfriamento.

Os seres humanos, segundo Crowley, se desenvolveram há cerca de 150 mil anos, e portanto nunca experimentaram um ambiente tão frio quanto o prenunciado.

Ele alertou que as projeções ainda precisam ser mais testadas.

Por Alister Doyle

Fonte:Reuters Brasil

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domingo, 16 de novembro de 2008

Estudo liga enxaqueca a risco reduzido de câncer de mama


Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que mulheres que sofrem de enxaqueca têm menos riscos de desenvolver câncer de mama.

A equipe, do Centro de Pesquisa sobre o Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, não explicou os mecanismos pelos quais as duas condições estão ligadas, mas suspeitam que flutuações hormonais sejam a resposta.

O estudo, publicado na revista especializada Cancer Epidemiology, Biomakers and Prevention, analisou 1.938 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e 1.474 que não tinha histórico da doença.

Os especialistas pediram que as voluntárias relatassem se haviam sido diagnosticadas com enxaqueca por um profissional de saúde.

Eles observaram que as mulheres com câncer de mama tinham 30% menos riscos de sofrer de enxaqueca.

O coordenador da pesquisa, Christopher Li, disse que o alto nível do hormônio estrogênio, como o registrado durante a gravidez, está relacionado tanto à redução dos ataques de enxaqueca quanto às condições propícias para o desenvolvimento do câncer de mama.

“Esses resultados devem ser melhor investigados, mas apontam para um novo fator que pode estar relacionado ao risco de câncer de mama”, disse Li.

“Isto nos abre uma nova avenida para explorar a biologia por trás da redução de riscos”.

Segundo os cientistas, cerca de 30% das mulheres sofrem de enxaqueca pelo menos uma vez na vida.

Fonte: BBC Brasil


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sábado, 15 de novembro de 2008

Dia Mundial do Diabetes chama a atenção para avanço da doença entre crianças e jovens


Brasília - Muita sede, aumento da quantidade de urina, desmaios e crises de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue). Esses são alguns dos sinais que podem significar o diabetes, uma doença metabólica que pode causar danos irreversíveis aos rins e à visão, além de problemas cardiovasculares.

“Não é nenhum sintoma alarmante, como uma febre, então às vezes o diagnóstico passa despercebido”, diz a coordenadora Nacional de Hipertensão e Diabetes do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio Vila-Nova de Carvalho.

Para conscientizar a sociedade da importância de identificar o diabetes no estágio inicial, este ano o Dia Mundial do Diabetes, comemorado no dia 14 de Novembro, vai alertar para o avanço da doença entre crianças e adolescentes. “O objetivo é chamar a atenção do público e de profissionais da saúde. O diabetes é uma doença crônica, de início insidioso [traiçoeiro] e quando se tem o diagnóstico já é com alguma complicação”, diz Carvalho.

Além disso, a coordenadora lembra que o número de jovens com o diabetes tipo 2, que tem maior relação com o fator hereditário e está ligado à obesidade e ao sedentarismo, também tem aumentado. “Antes, o diabetes tipo 2 era típico de adultos com mais de 35 anos. E hoje já está começando a aparecer em jovens, devido principalmente ao sedentarismo, à obesidade e ao sobrepeso", explicou.

Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a solução para reduzir os casos de diabetes no país passa pela educação da população, especialmente sobre hábitos alimentares mais saudáveis e a prática regular de exercícios físicos.

“O tradicional prato com salada, arroz, feijão e carne está sendo substituído por alimentos semi-prontos, biscoitos, salgadinhos. Além disso, a garotada está cada vez mais ligada na internet, televisão, video-games. Até pelo aumento da violência urbana, as crianças não brincam mais na rua, e isso está criando uma epidemia mundial de obesidade e diabetes”, avaliou Temporão, em entrevista concedido no dia 13/11/2008 as emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, da Rádio Nacional.

A coordenadora explica que o Ministério da Saúde é responsável pela compra e distribuição de insulina e que o medicamento, usado para o controle da doença, está disponível em todos os estados. O ministério também repassa recursos para estados e municípios adquirirem medicamentos orais, utilizados por diabéticos do 2.

Ela alerta que, desde 2006, o Brasil tem uma legislação específica para atendimento integral do diabetes e lembra que não pode haver falta de medicamentos. “O portador deve ter a consciência de que ele tem o direito de adquirir esses remédios gratuitamente no posto de saúde. Se não tiver, ele tem que fazer essa denúncia”, diz Carvalho.

Atualmente, cerca de 7,3 milhões de brasileiros maiores de 18 anos têm o diabetes do tipo 2, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é de que, até 2025, o número chegue a 17,6 milhões, o que levará o Brasil do oitavo para o quarto lugar no ranking mundial da doença.

Para marcar o Dia Mundial do Diabetes, cerca de 300 monumentos em mais de 25 países serão iluminados com a cor azul, que simboliza a doença. No Brasil, serão iluminados o Maracanã, o Cristo Redentor e o Corcovado, no Rio de Janeiro; o Memorial JK e a Torre de TV, em Brasília; a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis e o Elevador Lacerda, na Bahia, entre outros.

Fonte:Agência Brasil

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Meio ambiente inspira discussões


Casos exemplificativos de prejuízos ao meio ambiente do trabalho foram apresentados no dia 06/11/2008 durante o “congresso em meio ambiente do trabalho: dignidade da pessoa humana”. O evento, que acontece no auditório da Justiça Federal em Pernambuco, apresentará casos prejudiciais ao meio ambiente do trabalho identificando, de acordo com a lei, quais as medidas preventivas que devem ser tomadas. O encontro também abrirá espaço para que denúncias relacionadas ao tema sejam realizadas.

“Nosso maior objetivo é discutir a proteção do trabalhador a partir de uma visão integral do que está sendo feito”, explicou o coordenador do evento, Pedro Serafim. Dentre os casos apresentados está o de contaminação com o fumo. “A proibição do fumo em bares e restaurantes foi bastante discutida então, nós iremos mostrar o que diz a lei e o que foi feito”, afirmou Serafim.

Segundo ele, o congresso tem como objetivo melhorar a integração do trabalhador de forma que repercuta no ambiente de trabalho. “Tendo como referencial o direito aplicado em outros países, como a Espanha, nós queremos identificar quais as leis podem se encaixar a nossa realidade”, afirmou.

De acordo com a diretora da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Sexta Região da Justiça do trabalho (EMAT6), também conferencista do evento, Eneida Melo, os conferencistas espanhóis trarão a perspectiva da Europa para que nós possamos realizar o cruzamento dos objetivos em comum. “Nós precisamos cuidar de aspectos alusivos a agrotóxicos, máquinas que causam acidentes, lesões aos rios, contaminação do ar e até questões de ordem moral porque são lesões aos direitos de personalidade”, disse Eneida. O evento é gratuito e as palestras tem início às 9h. O congresso teve início na terça-feira passada.

ROCHELLI DANTAS

Fonte: Folha de PE

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Aqüífero Guarani


O Aqüífero Guarani é a maior reserva subterrânea de água doce do mundo, sendo também um dos maiores em todas as categorias.

A maior parte (70% ou 840 mil km²) da área ocupada pelo aqüifero - cerca de 1,2 milhão de km² - está no subsolo do centro-sudoeste do Brasil. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina (255 mil km²), noroeste do Uruguai (58 500 km²) e sudeste do Paraguai (58 500 km²), nas bacias do rio Paraná e do Chaco-Paraná. A população atual do domínio de ocorrência do aqüífero é estimada em quinze milhões de habitantes.

No Brasil, o aqüífero integra o território de oito estados:

* Mato Grosso do Sul (213 200 km²)
* Rio Grande do Sul (157 600 km²)
* São Paulo (155 800 km²)
* Paraná (131 300 km²)
* Goiás (55 000 km²)
* Minas Gerais (51 300 km²)
* Santa Catarina (49 200 km²)
* Mato Grosso (26 400 km²)

Nomeado em homenagem à tribo Guarani, possui um volume de aproximadamente 55 mil km³ e profundidade máxima por volta de 1 800 metros, com uma capacidade de recarregamento de aproximadamente 166 km³ ao ano por precipitação. É dito que esta vasta reserva subterrânea pode fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Devido a uma possível falta de água potável no planeta, que começaria em vinte anos, este recurso natural está rapidamente sendo politizado, tornando-se o controle do Aqüífero Guarani cada vez mais controverso.

Geologia do aqüífero

O Aqüífero Guarani consiste primariamente de sedimentos arenosos depositados por processos fluviais e eólicos durante os períodos Triássico e Jurássico (entre 200 e 130 milhões de anos atrás), sendo mais de 90% de sua área total recoberta com basalto ígneo de baixa permeabilidade, depositado durante o período Cretácio, que age como aquitardo e permite grande contenção de água. Isto diminui em muito a infiltração de água no aqüífero e seu subseqüente recarregamento, mas também isola o aqüífero da zona mais superficial e porosa do solo, evitando a evaporação e evapotranspiração da água nele contida.

A pesquisa e o monitoramento do aqüífero para melhor gerenciá-lo como recurso são considerados importantes, uma vez que o crescimento da população em seu território é relativamente alta, aumentando riscos relacionados ao consumo e poluição.



Fonte: Wikipédia e Agência Brasil

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lagarto sem patas é reconhecido como nova espécie do Cerrado


Um lagarto sem patas encontrado no Cerrado brasileiro foi reconhecido oficialmente como uma nova espécie.

A oficialização do reconhecimento do lagarto como nova espécie ocorre após a publicação de sua descrição na edição de setembro da revista científica Zootaxa.

O lagarto Bachia oxyrhina foi descoberto em janeiro na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, durante uma expedição de pesquisadores de universidades brasileiras.

Na mesma expedição foram descobertas outras 13 prováveis novas espécies, que ainda não foram descritas oficialmente.

O Bachia oxyrhina tem cauda e corpo alongados, o que dá a impressão de que não tem patas aparentes.

As patas do lagarto são rudimentares e não têm função locomotora, segundo o analista de biodiversidade da ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) e coordenador da expedição, Cristiano Nogueira.

O pesquisador diz que o lagarto se locomove ondulando o corpo sob o solo arenoso da região onde foi encontrado. O lagarto tem focinho afilado e é capaz de abrir caminho na superfície do solo.

Descrição

Segundo Nogueira, a formalização da descrição científica de uma nova espécie representa o primeiro passo para seu melhor conhecimento pela comunidade científica internacional.

Nogueira diz que, com as descrições científicas, os pesquisadores têm condições de elaborar listas de espécies existentes em determinada área e mapear a biodiversidade e a importância biológica da região.

"Esses dados são essenciais para o planejamento de estratégias de conservação adequadas", afirma.

A descrição do Bachia oxyrhina é a terceira de lagartos do mesmo gênero desde 2007.

"Esses acréscimos à lista de lagartos do Cerrado indicam que ainda estamos longe de conhecer a biodiversidade do bioma para conservá-lo adequadamente, um problema sério quando consideramos a rapidez da expansão agrícola da região", diz o pesquisador Miguel Trefaut Rodrigues, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.

Primeiro autor da descrição da nova espécie, Rodrigues diz que a taxa de descoberta de novas espécies no Cerrado é considerada alta em comparação com a de outras regiões e indica que várias espécies podem ter sido extintas com a destruição do ambiente sem deixar traços.

A expedição no Cerrado contou com a participação de pesquisadores da CI-Brasil, do Instituto de Biociências e do Museu de Zoologia da USP, da Universidade de São Carlos e da Universidade Federal do Tocantins.

A iniciativa foi financiada pela Fundação O Boticário de Conservação da Natureza, com apoio da ONG Pequi-Pesquisa e Conservação do Cerrado.

Fonte: BBC Brasil

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Desnutrição infantil no Amazonas pode ser combatida com alimentos e educação


Manaus - Autoridades de saúde do Amazonas estão preocupados com os índices de desnutrição entre as crianças que vivem no estado. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), 8,5% das crianças menores de cinco anos de idade que moram na capital são consideradas desnutridas quando avaliadas na relação peso e altura. No interior do Amazonas, o índice é maior e atinge 11,5% dos meninos e meninas na mesma faixa etária. Em todo país, Norte e Nordeste lideram as estatísticas de desnutrição, que está diretamente associada a 50% das mortes de crianças com até cinco anos em todo o mundo.

Para a pediatra e nutróloga do Instituto de Nutrologia do Amazonas, Silvana Benzecry, existe um descompasso entre as riquezas naturais amazônicas e o que pais e responsáveis estão oferecendo às suas crianças, sobretudo até os cinco anos de idade.
"A desnutrição no Amazonas tem sido verificada por causa da inadequação alimentar. Não é que o estado não possua os produtos adequados. O que ocorre é que as nossas crianças não estão consumindo as quantidades necessárias de minerais, vitaminas e proteínas que justifiquem e melhorem o estado nutricional de um modo geral. Ela estão adoecendo exatamente por esse descompasso que precisa ser corrigido urgentemente", disse Benzecry.

De acordo com a nutróloga, o baixo índice de aleitamento materno exclusivo, o consumo precoce de alimentos de baixo valor nutritivo, como os industrializados e os refrigerantes e a chamada "monotonia alimentar", ou seja, repetição dos mesmos alimentos no cardápio diário, contribuem para a desnutrição. Ela lembrou que frutas como a pupunha e o camu-camu – típicas da região amazônica – são menosprezadas em seu potencial nutritivo e, por desconhecimento da população, deixam de ser consumidas e também oferecidas em forma de papinhas e de sucos às crianças a partir dos seis meses de vida.

"Manaus, por exemplo, possui o quatro maior PIB [Produto Interno Bruto] do país e índices preocupantes de desnutrição entre suas crianças. É preciso ver o que está faltando, já que o estado possui uma riqueza bela e farta de alimentos. Várias pesquisas feitas no Inpa [Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia] comprovam o potencial nutricional dos nossos produtos",disse ele.

Silvana também citou a presença de altos teores de sal e gordura trans presentes nos alimentos industrializados, cada vez mais consumidos pelas crianças. "O que estamos precisando é fazer um intercâmbio entre esses conhecimentos e uma ação local. Acho que precisamos fazer uma rede e viabilizar a chegada desse conhecimento onde é necessário, trabalhando com governos, agentes comunitários, profissionais de saúde da família, para que se mostre quais são os produtos ideais para a alimentação das crianças", ressaltou.

A nutricionista e coordenadora estadual de Alimentação e Nutrição, Ester Mourão, também relacionou o problema ao baixo grau de instrução de pais e responsáveis. Para ela existe uma relação direta entre a desnutrição e o analfabetismo da mãe.
"Quando a mãe é analfabeta o risco de desnutrição é três vezes maior. Por isso a importância das ações intersetoriais, mas para isso os órgãos públicos precisam de organizar. E é isso que a gente pretende fazer com esse plano", declarou.
Na região Norte do país, Acre, Amapá, Pará e Amazonas são os estados com os maiores índices de desnutrição infantil.

Fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Estudo mostra que 44% das crianças e jovens entre 2 e 19 anos têm altas taxas de colesterol


Brasília - Análises feitas por pesquisadores do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) durante os últimos oito anos trouxeram resultados preocupantes com relação à taxa de colesterol e triglicérides em crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos. Dos cerca de 2 mil pesquisados, 44% apresentaram valores elevados de colesterol no sangue e mais de 50% tinham altas taxas de triglicérides.

Apesar de a pesquisa ter sido feita com jovens de Campinas, os resultados servem como parâmetro para análise da população brasileira, principalmente das grandes cidades.

Segundo a professora da Faculdade de Ciências Médicas Eliana Cotta de Faria, o estilo de vida contemporâneo tem aumentado os casos de estresse emocional, o sedentarismo e a alimentação inadequada que acabam, junto com a predisposição genética, levando a taxas anormais dessas substâncias no sangue. Esses fatores podem contribuir para o surgimento de várias doenças, principalmente cardiovasculares.

Dados do estudo não indicam grandes diferenças de resultados entre as divisões de sexo e idade. Entretanto, as origens do problema foram bem distintas. “O que nos chama atenção é que essas crianças têm causas diferentes para essas dislipidemias (presença de níveis elevados ou anormais de lipídios no sangue). Temos crianças com doenças genéticas, com maus hábitos alimentares e sedentárias, com doenças de fígado e de rins, que também levam a essas alterações”, explicou.

O colesterol é imprescindível para o funcionamento normal das membranas celulares e a produção de hormônios nos seres humanos. O excesso da substância no sangue, entretanto, gera a formação de placas na parede dos vasos, diminuindo seu diâmetro e podendo, inclusive, causar a obstrução total e até o rompimento. A prática de exercícios físicos pelo menos três vezes por semana e uma dieta saudável são fundamentais para manter o colesterol em níveis adequados.

Para a pesquisadora, quando se trata de crianças e adolescentes, o papel da família é fundamental. “As crianças não têm independência e não podem escolher sozinhas o que vão comer. Então, as famílias devem ter uma atitude pró-saúde, prover a criança com alimentos variados, com frutas, verduras, legumes, fibras, sucos naturais. Quando também há uma intervenção para que a criança passe a jogar bola, andar de bicicleta, a tendência é melhorar.”

A pesquisa com crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos foi realizada entre 2001 e 2008. Atualmente, os pesquisadores do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estão trabalhando com a faixa-etária até 2 anos. Como se trata de um grupo menor, o objetivo é analisar caso a caso os fatores que levam ao aumento das taxas de colesterol.

Fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Que São Armas Biológicas?



Uma arma biológica pode ser constituída por microorganismos patogênicos: bactérias, vírus, fungos ou por toxinas elaboradas por um desses agentes, tendo elas algum efeito direto sobre o organismo humano ou indireto, fazendo uso da contaminação pretendida atingindo animais ou vegetais que irão causar efeitos nocivos ao homem.

Os interesses que levam à confecção de uma arma biológica podem ser diversos: territoriais, políticos ou religiosos, envolvendo diferentes etnias, a confecção de armas microbiológicas para assegurar o potencial bélico utiliza diferentes meios para dissipar a destruição da população nos campos ou nas cidades, pelo ar, pela água ou através dos alimentos.

Para tal empreendimento de poder e morte é despendido vultosas cifras no desenvolvimento de arsenais bioquímicos, haja vista as grandes descobertas genéticas em laboratórios ocultos, cultivando uma quantidade grandiosa de terror, incapacitando dezenas de organismos: homens, mulheres e crianças, combatentes ou não, seres humanos.

No organismo, o contágio é facilitado pelo acesso e instalação do agente ou inalação / ingestão de toxina através de vias que proporcionam maior eficácia letal. Essas vias geralmente são: as vias respiratórias, digestivas e cutânea. Funcionando como portas que não resistirão ao ataque deste micro-avassalador arsenal.

Alguns exemplos de armas biológicas utilizadas e supostamente manipuladas durante a história e as conhecidas nos dias atuais são: Bacillus anthracis que causa a doença denominada carbúnculo; Clostridium botulinum, bacilo encontrado na água ou nos alimentos; Orthopoxvirus, vírus da varíola; Ébola, febre infecciosa hemorrágica.

Por Krukemberghe Fonseca

Fonte:Brasil Escola

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Antiinflamatórios 'podem reduzir risco de câncer de mama'


O uso freqüente de antiinflamatórios pode reduzir o risco de câncer de mama em até 21%, afirma um estudo publicado na edição do dia 08/10/2008 (quarta-feira )da revista científica Journal of the National Cancer Institute.

Cientistas espanhóis e canadenses revisaram 38 estudos sobre a relação entre a doença e o uso dos remédios, com análises sobre a saúde de um total de 2,7 milhões de mulheres, para chegar à conclusões.

Eles observaram que o uso freqüente dos antiinflamatórios causa uma redução média de 12% no risco de se desenvolver câncer de mama.

Ao analisar dados específicos de cada tipo do remédio, os cientistas identificaram que o uso da Aspirina seria responsável por uma redução de até 13%, enquanto o consumo regular de Advil reduziria os riscos em até 21%.

"Os resultados são encorajadores e podem nos ajudar a compreender melhor a importância do papel das inflamações na patologia da doença", disse Mahyar Etminan, da Universidade de British Columbia, no Canadá, que coordenou o estudo.

Hipótese

Estudos anteriores alcançaram resultados conflitantes sobre a relação entre o uso dos medicamentos e a redução no risco de desenvolver a doença.

Na pesquisa recente, a análise foi feita a partir de estudos observacionais e não contou com testes clínicos.

Por essa razão, Etminan ressalta que, apesar dos resultados serem animadores, ainda devem ser considerados apenas como uma hipótese. O cientista não recomenda o uso freqüente dos medicamentos para mulheres que querem se prevenir contra a doença.

"Não recomendamos o uso freqüente dos antiinflamatórios como medida de prevenção para o câncer de mama até que testes clínicos confirmem esses resultados", disse ele.

Segundo ele, apenas depois dos testes será possível avaliar os mecanismos biológicos envolvidos na relação entre o uso dos antiinflamatórios e a redução nos riscos do câncer de mama.

Etminan afirma ainda que os testes já estão sendo realizados pela equipe. Os resultados serão divulgados em 2009.

Fonte: BBC Brasil

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Descoberta de proteína brilhante leva Nobel de Química


ESTOCOLMO (Reuters) - Dois pesquisadores norte-americanos e um japonês receberam o prêmio Nobel de Química deste ano pela descoberta e desenvolvimento da proteína de uma água-viva brilhante que faz células, tecidos e até mesmo órgãos parecerem acesos -- uma ferramenta hoje usada por milhares de cientistas no mundo todo.

O prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,4 milhão de dólares) reconhece Osamu Shimomura, nascido no Japão e hoje membro do Laboratório de Biologia Marinha Woods Hole (EUA), Martin Chalfie, da Universidade Columbia em Nova York, e Roger Tsien, da Universidade da Califórnia em San Diego, pelas pesquisas com a proteína fluorescente verde (GFP, na sigla em inglês).

"A proteína fluorescente verde altamente brilhante, a GFP, foi observada pela primeira vez em uma bela água-viva, a Aequorea victoria, em 1962", afirmou em um comunicado o Comitê do Nobel para Química na Academia Real Sueca de Ciências.

"Desde então, essa proteína se tornou a ferramenta mais importante usada na biociência de hoje em dia."

Shimomura isolou pela primeira vez a GFP da água-viva encontrada nos mares da América do Norte e descobriu que ela brilhava debaixo de luz ultravioleta. De 1967 a 1987, o cientista viajou todos os verões para Friday Harbor, no Estado de Washington, a fim de coletar mais de 3.000 águas-vivas por dia.

Chalfie e colegas conseguiram fazer com que bactérias como a "E. coli" e pequenos vermes como o "C. elegans" produzissem a proteína ao adicionar-lhes o gene correto. A cor verde da proteína da água-viva pode ser vista sob luz azul e ultravioleta, permitindo aos cientistas iluminarem células de tumor, rastrearem toxinas e monitorarem genes à medida que acendem e apagam.

LANTERNA INTERNA

"Hoje, podemos olhar para dentro de um animal e descobrir que um determinado gene começou a funcionar, quando começou a funcionar e quando a proteína correspondente foi fabricada e para onde foi", afirmou Chalfie em uma entrevista concedida por telefone. "Elas possuem sua própria lanterna a fim de nos dizer onde estão."

Tsien, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes, também usou proteínas de coral e ampliou a paleta de cores para além do verde (incluindo o amarelo, o azul e outras cores), o que permitiu aos cientistas acompanhar diferentes processos biológicos ao mesmo tempo.

Segundo Tsien, uma asma manteve-o dentro de casa quando era criança, de forma que se viu obrigado a brincar com as cores como parte dos experimentos científicos que realizava no porão.

Tsien disse estar agradecido pelo prêmio e reconheceu que outros pesquisadores da área também poderiam ter sido incluídos. "Eu sei que apenas três pessoas poderiam receber o prêmio e eu sei que o comitê precisou tomar uma decisão complicada."

Chalfie afirmou não ter sido encontrado na primeira vez em que o comitê do Nobel ligou: "Eu olhei no meu computador, no meu laptop, e descobri que havia ganhado o prêmio. Eu não percebi o telefone tocando."

A GFP vem sendo usada tanto no campo da ciência quanto no das artes. Um coelho verde fluorescente conhecido como Alba foi feito em 2000 a pedido do artista Eduardo Kac e porcos verdes que brilham foram criados para dar à luz porquinhos fluorescentes.

Como vencedores do Prêmio Nobel de Química, os três pesquisadores unem-se a cientistas famosos como Marie Curie, que também conquistou um Prêmio Nobel de Física, e Linus Pauling, agraciado em 1954.

A premiação foi criada por vontade de Alfred Nobel, o magnata da dinamite, e vem sendo conferida desde 1901.

O Nobel de Literatura deste ano será divulgado na quinta-feira. No dia seguinte, será a vez do Nobel da Paz e, na segunda-feira, do Nobel de Economia.

(Reportagem adicional de Adam Cox, Elinor Schang e Simon Johnson em Estocolmo, Michael Kahn em Londres, Tan Ee Lyn em Hong Kong, Ellen Wulfhorst em New York e Maggie Fox em Washington)

Fonte: Reuters Brasil

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Dieta gordurosa leva a maior consumo de alimentos, diz estudo


Uma pesquisa feita com camundongos nos Estados Unidos indica que uma dieta rica em gorduras e açúcar ativa uma proteína que faz com os animais consumam mais alimentos do que o normal, podendo ficar obesos.

A descoberta foi feita quando os cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison investigavam a "inflamação metabólica", um problema crônico e sem muita gravidade, mas que é observado com freqüência em doenças relacionadas à obesidade.

Nos camundongos, uma proteína ligada a inflamações mostrou ter sido ativada quando os animais recebiam uma dieta com muito açúcar e gordura, e as cobaias começaram a comer mais.

Camundongos geneticamente alterados para bloquear o processo, mesmo com uma dieta com muita gordura, conseguiram manter um peso saudável.

Remédio

Para Dongsheng Cai, cientista que liderou a pesquisa, a descoberta deste processo pode ser usada para a criação de medicamentos contra a obesidade.

"O objetivo final é, certamente, identificar um supressor eficaz deste processo", afirmou.

Para o professor Fran Ebling, da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, a proposta é boa, mas pode interferir com a saúde do paciente.

"É interessante, mas se temos um medicamento que tem este processo como alvo, ele também poderá interferir com alguma outra parte do sistema imunológico", afirmou.

A pesquisa americana foi divulgada na publicação científica Cell.

Fonte: BBC Brasil

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

USP produz 1ª linhagem de células-tronco de humanos


SÃO PAULO (Folhapress) - Uma década depois de a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas ter sido isolada nos EUA, o Brasil conseguiu reproduzir a técnica. A realização nacional foi confirmada há uma semana e meia no laboratório de Lygia da Veiga Pereira, do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo). O trabalho será apresentado pela primeira vez quinta-feira em um congresso científico em Curitiba.

O domínio da técnica é importante porque essas células são hoje fundamentais para a pesquisa biomédica. São ferramentas científicas extremamente versáteis e, ao mesmo tempo, são o material promissor para terapias contra doenças degenerativas como mal de Parkinson e diabetes, possibilidade de prazo ainda incerto.

Entre a obtenção de embriões doados e o estabelecimento das linhagens de células-tronco, Pereira trabalhou quase dois anos, em parceria com o laboratório de Stevens Rehen, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

No meio do caminho, houve até um período de incerteza, pois a legalidade das pesquisas com embriões humanos estava sendo questionada no Supremo Tribunal Federal. Mas a Justiça acabou dando parecer favorável aos cientistas, e no final tudo deu certo para o grupo.

Após 35 tentativas frustradas, o grupo percebeu que uma das linhagens de células cultivadas em matriz de gel estava se reproduzindo e mantendo a “pluripotência”. Esse é o grande diferencial das células-tronco embrionárias em relação a outras: elas são capazes de se transformar em virtualmente qualquer outro tipo de tecido biológico.

Uma vez que elas se especializam, porém, perdem a versatilidade. Por causa disso, a pesquisa biomédica requer linhagens de células estáveis, que permaneçam indiferenciadas por tempo indefinido, mesmo se multiplicando.

“A gente viu que elas estavam começando a ficar com uma morfologia de colônia, como a gente chama. Quando a gente voltou, uma aluna dela veio fazer algumas coisas aqui no Rio para confirmar, e a gente viu de fato que ela tinha todos os marcadores”, conta Rehen. Em outras palavras, estavam “ligados” os genes que conferem a pluripotência.

Segundo o pesquisador, dentro de dois meses amostras da nova linhagem, batizada de BR-1, poderão ser enviadas a outros grupos de pesquisa do País.

Fonte: Folha PE

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Desmatamento na Amazônia cresce 134% em agosto


Brasília - O desmatamento na Amazônia em agosto foi 134% maior que em julho, de acordo com os números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) divulgados hoje (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto, os alertas registraram 756 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas, em comparação com os 323 quilômetros quadrados detectados no mês anterior.

Se comparado com o mesmo período de 2007, quando o Inpe registrou 230 quilômetros quadrados no mês de agosto, o crescimento chega a 228%.

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o estado com maior devastação. Em agosto, o Inpe registrou 435,27 quilômetros quadrados de desmatamento no estado, 57% do total. Mato Grosso aparece em seguida, com 229,17 quilômetros quadrados de novos desmates, seguido por Rondônia, com 29,21 quilômetros quadrados.

Cálculo do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmatamento completo) e as que estão em degradação progressiva.

A cobertura de nuvens sobre os estados da Amazônia Legal no período impediu a visualização de 26% da área, principalmente nos estados do Amapá e de Roraima, que “não puderam ser monitorados adequadamente”, de acordo com relatório do Inpe.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, comentará os dados hoje à tarde e divulgará a lista dos cem maiores desmatadores da Amazônia.

A taxa anual de desmatamento, medida pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) deve ser divulgada até o fim do semestre. O número é calculado com base no acumulado de novos desmatamentos verificados pelo Deter entre agosto de 2007 e julho de 2008. No período, o desmate chegou a 8,1 mil quilômetros quadrados, 64% maior que nos 12 meses anteriores.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tartaruga extinta pode 'voltar a viver' em Galápagos


Um tipo de tartaruga das ilhas Galápagos poderia voltar a existir com o cruzamento de espécies semelhantes encontradas no próprio arquipélago, segundo cientistas da Universidade de Yale, em New Haven, nos Estados Unidos.

Em texto publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores afirmam ter encontrado parentes vivos da tartaruga conhecida como geochelone elephantopus, que vivia na ilha de Floreana.

O cruzamento entre essas tartarugas que ainda existem poderia levar ao ressurgimento do animal extinto - mas isso poderia levar até um século.

"Nós podemos precisar de três ou quatro gerações para fazer isso", disse Gisella Caccone, da Universidade de Yale.

"Mas, em teoria, pode ser feito, e acho que é bem excitante poder trazer de volta à vida um genoma que pensávamos estar perdido", acrescentou.

Darwin

A distribuição de tartarugas parentes entre as ilhas Galápagos foi uma das provas usadas por Charles Darwin para elaborar a sua teoria da evolução.

Mas das 15 espécies encontradas por Darwin no arquipélago em 1835, quatro já se tornaram extintas. A elephantopus se tornor extinta menos de duas décadas depois da visita.

Darwin observou que as tartarugas encontradas em muitas das ilhas tinham características em comum, mas eram diferentes de uma ilha para a outra.

Ele depois chegou à conclusão de que os animais haviam sido levados às ilhas de Galápagos da América do Sul, onde espécies semelhantes podem ser encontradas.

Darwin também notou que muitas das tartarugas estavam sendo levadas por navegadores para serem mortas e ingeridas mais tarde.

Caccone diz acreditar que cerca de 250 mil tartarugas podem ter sido removidas desta forma.

Floreana e Isabela

A ilha de Floreana, onde a baixa altitude faz com que a caça de espécies selvagens seja relativamente fácil, foi esvaziada mais do que todas, levando ao desaparecimento da Geochelone elephantopus.

A maior ilha de todas, Isabela, foi menos abordada por navegadores e, agora, perto de um de seus vulcões, pesquisadores encontraram um grupo de animais que não se parecem com os outros ainda existentes no arquipélago.

Uma análise genética recente mostrou que esses animais são semelhantes à especie que antes vivia em Floreana.

A provável explicação é que os navios de caça muitas vezes percebiam que haviam levado mais tartarugas do que precisavam e decidiam deixá-las em águas rasas ao retornar pelo arquipélogo.

Algumas das tartarugas de Floreana teriam, então, chegado à Isabela, onde seus genes se misturaram aos de outras espécies - lentamente, já que os animais levam cerca de 25 anos para produzir uma nova geração.

Mas encontrar parentes de uma espécie extinta é uma coisa, outra é usar essa herança genética para trazê-la de volta.

A equipe de Yale planeja realizar uma pesquisa mais extensa na ilha de Isabela para identificar mais animais que levam os genes da elephantopus.

Caccone afirma que seria necessário então escolher determinados animais dependendo do tipo de gene que carregam.

Mas os longos intervalos entre as gerações de tartarugas indicam que, mesmo que tenha início, o projeto não deve ser concluído em breve. Um século seria uma aposta razoável.

Fonte: BBC Brasil

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Plantas sob estresse produzem sua própria 'aspirina', diz estudo



Uma equipe de pesquisadores americanos descobriu acidentalmente que algumas plantas são capazes de lançar no ar um gás de composição similar à de um dos analgésicos mais utilizados pelo ser humano, a aspirina, quando ameaçadas por perigos como estiagem, mudanças drásticas de temperatura ou pragas de insetos.

Os cientistas do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica do Colorado concluíram que, da mesma forma que os seres humanos usam o ácido acetilsalicílico (nome científico da aspirina) para baixar a febre, as plantas lançam no ar uma substância química parecida com o analgésico para melhorar suas defesas e se recuperar de alguma lesão.

"Os cientistas dizem que quantidades significativas de substâncias químicas podem ser detectadas na atmosfera quando as plantas respondem a secas e outros perigos", disse o repórter da BBC, Richard Hamilton.

Os especialistas destacaram em artigo na revista Biogeosciences que os agricultores poderiam se beneficiar desse fenômeno porque a presença de emissões de salicilato de metila tem potencial para dar aos fazendeiros um alerta antecipado para possíveis dificuldades em seus cultivos, permitindo que eles tomem medidas contra pragas, por exemplo.

A substância química liberada também pode ajudar as plantas a sinalizarem um possível perigo umas para as outras.

"Esta descoberta traz uma prova de que a comunicação entre plantas ocorre no nível do ecossistema, disse Alex Guenther, co-autor do estudo.

"Parece que as plantas têm a habilidade de se comunicar através da atmosfera."

A equipe disse que descobriu a presença da substância química acidentalmente quando estava monitorando emissões de compostos orgânicos voláteis em uma plantação de nogueiras na Califórnia.

Fonte: BBC Brasil

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Prêmio


Recebi da minha amiga Renata Emy o selo "Blog Consciente", o qual tem o intuito de parabenizar os blogs que possuem o objetivo maior de informar sem nenhuma amarra os seus leitores, aqueles que prezam pela informação livre, sem preconceitos, com todos os pontos de vista, enfim, que buscam o esclarecimento. Todos que receberem o selo deverão enviá-lo para mais blogs que considerem "blogs conscientes" a fim de que uma rede daqueles que buscam esta meta seja formada.

Repasso para:

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sábado, 6 de setembro de 2008

Cientistas testam vacina universal contra gripe


Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, estão testanto uma vacina que pode ser capaz de oferecer proteção contra todas as variações do vírus da gripe, incluindo a gripe aviária.

O novo tipo de imunização está sendo aplicado experimentalmente em voluntários na Grã-Bretanha e pode acabar com a necessidade de se produzir anualmente novas vacinas contra variações do vírus.

Segundo os pesquisadores, a vacina ataca proteínas que ficam na parte interna do vírus da gripe e que raramente se modificam.

De acordo com Sarah Gilbert, uma das líderes da pesquisa, as vacinas tradicionais são desenvolvidas para estimular uma resposta imunológica contra as proteínas H e N, que ficam na parte externa do vírus.

Estas proteínas, no entanto, são suscetíveis a mutações, o que faz com que a vacina precise ser renovada todos os anos.

Por isso, os pesquisadores desenvolveram uma vacina baseada nas proteínas que ficam na parte interna do vírus, que sofrem pouca mutações.

Para criar uma resposta imunológica a elas, a vacina contém uma amostra enfraquecida do vírus da varíola, que carrega as proteínas para dentro do corpo do paciente.

Uma vez que entra no corpo, a amostra revela estas proteínas ao sistema imunológico, que fica preparado assim para destrui-las nas próximas vezes que identificá-las.

Estoques

Segundo Sarah Gilbert, se obtiver sucesso, a pesquisa pode mudar dramaticamente o modo como vacinas contra a gripe são utilizadas.

"Praticamente todos poderiam ser imunizados, em uma situação parecida com o que temos hoje com o sarampo", diz.

Em uma situação de pandemia, estoques de vacina poderiam ser produzidos com antecedência. Hoje, é necessário identificar a variedade do vírus antes de se desenvolver a vacina contra ele.

Com o novo sistema de imunização, uma vez que tenha recebido a vacina, a pessoa terá que tomar outra dose somente em 10 anos.

A cientista, no entanto, considera que serão necessários mais cinco ou dez anos de testes antes que as pesquisas sejam concluídas.

Fonte: BBC Brasil

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Degelo no Canadá indica mudanças graves, diz especialista


OTTAWA (Reuters) - O degelo incrivelmente rápido das plataformas de gelo no Ártico canadense serve como alerta para as "mudanças muito substanciais" provocadas pelo aquecimento global.

Pesquisadores anunciaram na que cinco banquisas ao longo da ilha Ellesmere, no extremo norte canadense, perderam 23 por cento da sua área só neste verão. Essas plataformas de gelo existem há mais de 4.000 anos.

A banquisa maior está se desintegrando, e uma das menores, com 55 quilômetros quadrados, se rompeu inteiramente em agosto.

"Os modelos climáticos indicam que as maiores mudanças, as mudanças mais severas, vão acontecer primeiro nas latitudes boreais mais elevadas", disse Warwick Vincent, diretor do Centro de Estudos Boreais da Universidade Laval, no Québec.

"Este será o ponto de partida para mudanças mais substanciais em todo o resto do planeta. Nossos indicadores estão nos mostrando exatamente o que os modelos climáticos previam", disse ele à Reuters.

A expectativa é de que o aquecimento global provoque mais furacões, ciclones e inundações no planeta.

Vincent, que há dez anos visita anualmente as banquisas da ilha Ellesmere, disse que o impacto do aquecimento em 2008 é "estarrecedor".

A equipe dele estimava que as banquisas perderiam 20 quilômetros quadrados neste verão. Perderam 215. "Dá para ver mar aberto até o horizonte numa área que é tipicamente coberta de gelo ao longo de toda a estação", disse ele.

A banquisa Markham se separou de Ellesmere no começo de agosto. Dois pedaços enormes, totalizando mais de 121 quilômetros quadrados, se soltaram da vizinha banquisa Serson, reduzindo seu tamanho em 60 por cento.

A banquisa Ward Hunt, que com 400 quilômetros quadrados é a maior que resta, está se desintegrando. "Claramente a viabilidade de longo prazo daquela banquisa agora na verdade é de curto prazo", disse Vincent.

A temperatura máxima registrada neste ano pela equipe foi de 19,7C, bem acima da média história de 7,8C.

Vincent diz não ter dúvidas da responsabilidade humana sobre o aquecimento. "Acho que estamos num ponto em que não é impossível de parar, mas pode ser desacelerado. E se você pensar na magnitude dos efeitos sobre a nossa sociedade, então realmente precisamos nos dar mais tempo para nos preparar para algumas mudanças muito substanciais que vêem pela frente."

Fonte: Reuters Brasil

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Oito em cada dez mulheres com mais de 50 anos estão acima do peso em Pernambuco


Brasília - Uma “emergência epidêmica” de obesidade e sobrepeso está atingindo a população adulta em Pernambuco. O alerta está contido em um estudo apresentado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), segundo o qual o problema atinge até 77% das mulheres com mais de 50 anos no interior do estado.

O estudo também revelou que o colesterol estava em níveis elevados em 36% dos adultos. Os triglicerídios, que equivalem à quantidade de carboidratos e gorduras no sangue, foram considerados altos em 19% dos casos.

“O problema do sobrepeso e da obesidade, que têm relação direta com o coleterol e os níveis de triglicerídeos, é que estão associados ao estilo de vida, a alimentação com muita fritura, poucos vegetais e frutas. Alimentação como fast food, que tem muito sal e muito açúcar. A conseqüencia é hipertensão em pessoas jovens, e problemas cardiovasculares”, explica o doutor Pedro Israel Lira, responsável pelo estudo.

Os números da pesquisa demonstram que houve uma inversão nos problemas de nutrição historicamente comuns na região Nordeste. Se a obesidade e o sobrepeso agora preocupam, problemas como déficit de estatura entre as crianças caíram pela metade de 1997 para cá – de 16% para 8% na zona rural, atingindo 5% na grande Recife. As anemias, principais indicadores de carência nutricional, caíram 33% em nove anos e a desnutrição infantil em menores de 5 anos está praticamente controlada, segundo o estudo.

Com a mudança no cenário alimentar de todo o país, o ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, responsável pelo programa Bolsa Família e pela segurança alimentar, pretende lançar uma série de campanhas de educação nutricional.

Entre elas, está o Programa do Leite, que vai comprar o produto de pequenos produtores de Minas Gerais e Nordeste e entregá-lo a famílias carentes depois de beneficiado em laticínios contratados. Também serão criados restaurantes populares, que têm acompanhamento de nutricionistas, e será estimulada a agricultura familiar e urbana.

“Estamos lançando uma campanha publicitária, para valorizar o arroz com feijão. Já encaminhamos para a Secom [Secretaria de Comunicação Social]”, anunciou o ministro Patrus Ananias. Segundo ele, as ações nessa área serão integradas com outros ministérios como o da Educação, que cuida da merenda escolar, da Saúde e da Agricultura, onde se estimula a agricultura familiar.

É considerado com sobrepeso o indivíduo com índice de massa corporal a partir de 25. Quando está a partir de 30, ele está obeso. O índice é medido dividindo-se o peso pela altura elevada ao quadrado. Por exemplo, uma pessoa que pesa 49 quilos e mede 1,57 metro tem índice considerado bom (1,57 vezes 1,57 é igual 2,46; 49 dividido por 2,46 é igual a 19,9).

Fonte:Agencia Brasil

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chocolate amargo reduz pressão em 15 dias, diz estudo


Comer alguns gramas de chocolate meio-amargo enriquecido por dia durante duas semanas pode ajudar a reduzir os riscos de doenças cardíacas, sugere um estudo publicado na edição de setembro da revista científica Journal of Nutrition.

Segundo a pesquisa, compostos conhecidos como flavonóides, presentes no cacau, principal ingrediente do chocolate, seriam os responsáveis pela ação benéfica do alimento.

Isso porque os flavonóides impulsionam o aumento da produção de óxido nítrico - uma substância química produzida pelo corpo que atua no relaxamento e dilatação das artérias.

O consumo de chocolate enriquecido com os compostos ajudaria na redução da pressão sangüínea e da resistência à insulina – fatores que contribuem para diminuir o risco de doenças cardíacas.

"Nossa descoberta sugere que uma dieta com alimentos à base de cacau ricos em flavonóides e pouco calóricos podem ter um impacto positivo nos fatores de risco das doenças cardíacas", diz o estudo.

Impacto

A pesquisa das universidades de L'Aquila, na Itália, e Tufts, em Boston, foi feita com base nas informações de 11 homens e oito mulheres que apresentavam problemas de pressão alta e resistência à insulina.

As pessoas foram divididas em dois grupos: o primeiro teve direito a comer 6 g diárias de chocolate meio-amargo diariamente durante duas semanas; o segundo, a mesma quantidade de chocolate branco.

Depois de 15 dias, os pesquisadores observaram que a pressão sangüínea dos primeiros caiu de maneira significativa, enquanto entre os segundos nenhuma mudança foi verificada.

Pesquisas anteriores já haviam indicado os benefícios do cacau enriquecido com flavonóides na redução do risco de problemas cardíacos.

No entanto, os pesquisadores ressaltam que a pesquisa atual demonstra os efeitos a curto prazo do consumo dessas substâncias na prevenção de doenças cardíacas.

Mas June Davison, especialista da British Heart Foundation (BHF), que trabalha para combater doenças cardíacas, afirmou que é preciso ter cautela com a dieta.

"É importante lembrar que o chocolate é normalmente parte do problema de saúde cardíaca, não a solução", disse.

"Todo mundo pode aproveitar um chocolate de vez em quando. No entanto, comer cinco porções de frutas e vegetais é a melhor maneira de consumir antioxidantes sem ter que se preocupar com a gordura e o açúcar do chocolate", concluiu.

Fonte: BBC Brasil

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