quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Em Pernambuco, casos notificados de dengue em janeiro crescem 43,77%



O ano de 2012 começou com aumento no número de casos de dengue em Pernambuco. Segundo a Secretaria de Saúde, o estado registrou um crescimento de 43,77% na notificação de casos em janeiro, comparado com o mesmo período de 2011. Em todo o estado, foram notificados 1.800 casos em 72 munícipios, nos primeiros 21 dias do ano. Já com relação aos números gerais no Brasil, houve uma redução de 60%, segundo o Ministério da Saúde. 
Somente no Recife, foram notificados 531 casos neste primeiro mês do ano, mas a situação é mais preocupante no Sertão do estado, conforme alerta Eronildo Felisberto, secretário executivo de Vigilância em Saúde. "Em Exu, são cerca de 658 casos [notificados] para cada 100 mil habitantes, o que é uma situação de alerta. Precisamos intensificar as ações e também ter toda a atenção das unidades de saúde para receber os doentes caso seja preciso", acrescenta Felisberto.

Embora haja um aumento nas notificações, o número de casos registrados caiu. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, em janeiro de 2011 foram confirmados 503 casos. Neste ano, nos primeiros 21 dias, foram 98.

Larvicida
Em alguns munícipios, há uma resistência do larvicida indicado pela Secretaria de Saúde. "Até o mês de março, nós pretendemos conseguir mudar o larvicida. O abastecimento de água é também um dos problemas que precisamos enfrentar, as pessoas acumulam água em casa, o que é um ambiente propício para as larvas do mosquito da dengue", alerta o secretário executivo.

A troca do larvicida deve ajudar a reduzir os casos. "Com o tempo, vamos percebendo que as larvas vão se tornando resistentes, como acontece com as bactérias e os antibióticos. Por isso, estamos fazendo a mudança. Acredito que até junho, todos os munícipios já devem estar com o novo", ressalta Felisberto. 
Carpina, Limoeiro, Salgueiro e Afogados da Ingazeira também apresentam altos índices de incidêncida da doença para cada 100 mil habitantes, estando em situação mais crítica do que a capital pernambucana. "Já estamos reforçando as ações devido a alta incidência de casos de dengue nesses locais para evitar a epidêmia", diz Felisberto.
A participação da população nas campanhas é também uma das dificuldades encontradas no combate à dengue, segundo a Secretaria de Saúde. "Cerca de 90% dos casos estão nas casas das pessoas, a população precisa ser parceira do governo no combate, ou não vamos conseguir", pondera o secretário estadual de Saúde, Antônio Carlos Figueira.
As condições climáticas incomuns do começo de 2012 foram também apontadas como um dos principais motivos do aumento dos casos de dengue. "Foi um mês atípico, com chuva intercalada com sol, tendo aumentado assim o número de incidência da doença. Essa questão da dengue é um problema em toda a América Latina, devido a urbanização, a falta de fornecimento regular de água, falta de saneamento, entre outros", lembra Figueira.
Para combater a epidemia, o governo do estado vai intensificar as ações. Neste ano, serão investidos mais de R$ 11 milhões, entre verba do Ministério da Saúde e da secretaria. "O primeiro passo tem que ser o trabalho de campo municipal. É a atenção básica que precisa identificar os casos simples. Nós vamos intensificar as capacitações e fiscalização", explica o secretário de Saúde.
O valor vindo do Ministério da Saúde vai ser também direcionado para os fundos de saúde municipais, voltados específicamente para a dengue. "Desse fundo, vai sair a verba para a contratação de funcionários. Nosso plano de contigência conta com vigilância dos casos e dos focos, assistência ao paciente, comunicação dos casos e gestão integrada do plano, com implantação de comitês nos munícipios, ou seja, uma parceria dos munícipios e do estado", detalha Eronildo Felisberto.
A Secretaria de Saúde também pretende adquirir novos veículos para fiscalização, realizar a capacitação de mais de mil profissionais, contratar mais 37 pela secretaria e divulgar semanalmente boletins epidemiológicos. "Além disso, vamos descentralizar o diagnóstico sorológico para o Sertão, de acordo com a necessidade", acrescenta o secretário executivo Felisberto.
Capital
A Prefeitura do Recife já informou que vai contar com um acréscimo de 17,6% de agentes de Saúde Ambiental, visando intensificar o combate ao mosquito da dengue. Com isso, os mais de 800 agentes devem inspecionar cerca de 560 mil imóveis por mês, enquanto a capacidade anterior era de 480 mil.

Fonte: G1


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cientistas desenvolvem 'detector de mentiras' para dietas


Pesquisadores das universidades de Newcastle e Aberystwyth criaram um teste que pode determinar qual alimento e quais as quantidades de alimento foram consumidas pelo paciente nos dias anteriores.

O exame mede as "impressões digitais" químicas, conhecidas como metabólitos, que aparecem na urina de uma pessoa que comeu carne vermelha, branca ou processada.

Os cientistas agora querem aumentar a lista de metabólitos que poderão ser identificadas pelo exame.
Por meio do exame, os metabólitos já foram identificados para alimentos considerados saudáveis, como framboesas, salmão, brócolis e suco de laranja.
"Ao buscar na urina as 'impressões digitais' químicas de alimentos diferentes, a pesquisa dos cientistas demonstrou que podem determinar se os indivíduos têm uma dieta saudável ou não", disse um porta-voz da Universidade de Aberystwyth.
"O que comemos tem um grande impacto em nossa saúde, mas é muito difícil saber exatamente o que e quanto as pessoas comem no cotidiano, e as pessoas acham difícil registrar isto com honestidade", afirmou o porta-voz.

Doenças crônicas

"Este tipo de exame tem grande potencial como uma arma contra muitas doenças crônicas", afirmou o professor John Draper, que lidera a equipe de pesquisadores no Instituto de Ciências Biológicas, Ambientais e Rurais de Aberystwyth.
"Ele vai ajudar os médicos, enfermeiras e nutricionistas a descobrir o que seus pacientes andaram comendo."
O instituto está tentando desenvolver um exame mais simples para identificar metabólitos.
No futuro, os pesquisadores esperam criar um sensor que poderá ser utilizado com pequenas quantidades de amostra de urina para descobrir quais os principais alimentos que a pessoa consumiu.
"No longo prazo, este tipo de exame vai ajudar a descobrir novas ligações entre padrões de alimentação e saúde", disse o professor John Mathers, que lidera os cientistas no Centro de Pesquisa em Nutrição Humana da Universidade de Newcastle.
Para Mathers, quando os cientistas conseguirem mais conhecimento sobre os metabólitos, eles poderão "acrescentar estes ao nosso exame e, com isso, os pesquisadores poderão afirmar com certeza quais alimentos ajudam a proteger contra doenças específicas e quais devemos estimular (o consumo) para promover a saúde" do paciente.

Fonte: BBC Brasil

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As pedidas mais saudáveis para as férias


Por ocasião das férias escolares, a criançada requer atenção extra e os familiares buscam alternativas variadas para que elas preencham o tempo e canalizem toda a energia. Passeios a centros de compra, cinemas, zoológicos, parques, museus (para os mais ligados em cultura), etc, são o mínimo que os pequenos reivindicam e, de acordo com o orçamento familiar, podem até descolar uma viagem, quem sabe?

Quando eu era criança, adorava passar as férias na casa de tia Beth, porque lá havia maior possibilidade de passear, e a minha irmã e eu alternávamos o período fora de casa para que alguém ficasse na rotina de ajudar com os irmãos menores. Desde aquela época, eu observava que a novidade de estar hospedada em casa alheia trazia a oportunidade de saborear comidas diferentes, principalmente os quitutes. 

Uma das coisas que me fascinava era ver todos os sábados o meu tio Djalma chegar do Mercado da Madalena com um sortimento de frutas da estação e dispor na cozinha para a higienização e posterior deleite. Eu achava aquilo fantástico porque na minha casa era a minha mãe (e não o meu pai) que ia às compras...

São muitas reminiscências e simbolismos que o ato de se alimentar nos traz. Naquele caso, duas coisas prazerosas, férias e comidas gostosas, foram responsáveis por este flash back tão agradável que me surge, assim, de súbito, em meio à tarefa de criar uma coluna de jornal. Na verdade, o que me inspirou primeiro foi uma reportagem em que se mostrou, nos últimos dias, a opção de crianças frequentarem oficinas de chefes de cozinha como lazer de férias.

No geral, acho sempre estimulante qualquer iniciativa que visa colocar as crianças em contato com as situações do cotidiano que as esperam quando se tornarem adultas. Quando estas atividades envolvem o “fazer brincando” despertam nelas o interesse por tarefas que, apresentadas de outro modo, iriam parecer chatas.

Mas, e daí, para que tanta reflexão diante do óbvio? Ocorre que, na matéria em questão, a oficina era de guloseimas e as cenas de muito chocolate escorrendo e muito pirulito lambuzado de mais chocolate do tipo brigadeiro me deixaram enjoada (e olha que eu adoro chocolate!). Sei que foram os meus escrúpulos de profissional de saúde que me fizeram reagir assim. Eu esperava que, na prática, receitas diversificadas pudessem ser exploradas (e talvez assim fosse e apenas a reportagem não mostrou).

No fim das contas, o que é importante dentro deste contexto? Vejo as tais oficinas e colônias de férias como excelentes ocasiões para se difundir as comidas regionais, inclusive a riqueza de sobremesas em que o nosso Nordeste se destaca por sua herança açucareira. Mas, para ser justa com todos os alertas de saúde dos tempos atuais, preferiria assistir também a demonstrações de oficinas de sucos e vitaminas saborosos com as frutas da nossa Região misturadas a outras que nos chegam diariamente pelas vias das safras influenciadas pela globalização.

Considerando a estação em que a forte incidência solar predomina, nada mal provar sucos feitos de frutas e hortaliças, misturando água de coco e até folhas de ervas, como hortelã, que está muito em voga. As saladas de frutas que nunca sairão da moda, graças a Deus, contam com vários incrementos e as variações de mistura não têm limite (haja vista a grande pedida que é acrescentar sorvete). E as saladas de verduras misturando as folhosas com o que quiser: tomate, repolho e cenoura e beterraba crus e ralados, frutas desidratadas, e nozes ou castanhas, tudo regado com um suculento molho de azeite, limão, etc? Penso que esta, sim, seria uma oficina onde a criatividade e o desafio de estimular bons hábitos nas crianças fariam valer a pena. E os adultos também não perderiam nada resgatando em si mesmos as melhores coisas que só a infância tem!

Fonte: Folha de PE

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tartarugas dos tempos de Darwin são redescobertas em Galápagos



Dezenas de tartarugas gigantes de uma espécie que se achava estar extinta há 150 anos foram encontradas em uma ilha remota do Arquipélago de Galápagos. Análise genética feita por pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, revela que pelo menos 38 exemplares de Chelonoidis elephantopus vivem nas encostas vulcânicas da Ilha de Isabela, mais de 320 quilômetros ao Norte de seu antigo lar na Ilha Floreana, de onde desapareceram caçadas por baleeiros.
"Isto não é apenas um exercício acadêmico", diz Gisella Caccone, pesquisadora do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da universidade e principal autora de artigo sobre a descoberta, publicado na edição desta semana no periódico científico “Current Biology”. "Se pudermos encontrar estes indivíduos, podemos repovoar a ilha de origem. Isso é importante porque estes animais são uma espécie chave na manutenção da integridade ecológica das comunidades nas ilhas".
Em sua viagem histórica a Galápagos em 1835, Charles Darwin observou que os cascos das tartarugas que viviam em ilhas diferentes do arquipélago tinham formatos diferentes – uma das observações que o inspiraram na sia teoria da seleção natural. Os cascos das tartarugas de Floreana, por exemplo, tinham forma de selas, enquanto os de tartarugas de outras ilhas tinham forma de domos. Em Floreana, no entanto, as tartarugas desapareceram após serem caçadas por baleeiros e trabalhadores de uma fábrica de óleo que se estabeleceu na ilha.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Do que são feitos os iogurtes reguladores do intestino?



Há 2 tipos de iogurtes reguladores. Um é feito à base de bactérias conhecidas como probióticos:organismos benéficos à saúde se usados corretamente. O outro tipo é composto de fibras vegetais, além das bactérias. Essas informações estão visíveis no rótulo do iogurte, que é aprovado pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Os probióticos servem para amenizar os sintomas da chamada síndrome do intestino irritável, que ataca a flora intestinal e provoca prisão de ventre, diarreia, dor e distensão abdominal. Cerca de 20% dos brasileiros sofrem do problema. Ele ocorre quando há a diminuição das colônias de bactérias que fazem, entre outras coisas, o trânsito intestinal (o caminho das fezes até a evacuação). As bactérias absorvem nutrientes e ajudam na formação das fezes. Sem elas, o intestino trabalha mal. É aí que entram os probióticos e as fibras vegetais. As bactérias do iogurte repovoam as colônias, enquanto as fibras, que não são digeridas no estômago, vão direto para o intestino, onde deixam as fezes mais macias, diminuindo o desconforto.

Saúde intestinal 

Dependemos de bactérias. Se estão em falta, é preciso repô-las 

A colônia

Digestão, absorção e eliminação dos resíduos são trabalho das bactérias que habitam o intestino grosso. Elas transformam os alimentos em substâncias essenciais ao metabolismo do corpo, além de controlarem o fluxo intestinal.


Floração

Problemas emocionais e hormonais, alimentação inadequada e alergias podem causar a diminuição da flora intestinal. A sensação de barriga presa domina o corpo. O iogurte serve como óleo para lubrificar o sistema.


Enzimáticas

As bactérias aderem à mucosa do intestino por meio de células chamadas sítios de adesão. Elas repovoam as colônias, restabelecendo o equilíbrio intestinal.




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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Programa faz fotos de planetas fora do sistema solar



O astrobiologista Abel Mendez, da Universidade de Porto Rico, desenvolveu um software que pode recriar imagens em 3D de outros planetas, com realismo fotográfico.

Usando dados científicos obtidos por telescópios espaciais, o software reconstrói principalmente os chamados exoplanetas – que orbitam em uma estrela que não seja o sol, e por isso pertencem a outro sistema planetário.

No entanto, o programa – chamado Scientific Exoplanets Renderesis (SER) – também faz reconstruções históricas. É o caso da imagem da Terra há 240 milhões de ano, quando todos os continentes eram unidos na chamada pangeia.

Diferentemente das chamadas reconstruções artísticas, no SER tudo feito matematicamente, utilizando dados como o tamanho, a composição química, a temperatura do planeta, além da distância do satélite.

IMPRECISÃO DA NASA - Ao comparar as imagens geradas pelo software que criou com as da Nasa, Mendez diz que, em muitos casos, as divulgadas pela agência americana pouco condizem com a realidade.

O cientista diz, por exemplo, que a reconstrução da Nasa do exoplaneta Kepler 22-b, descoberto no início deste mês, é imprecisa. Segundo ele, foi usada uma cor correta, mas ele não acha que haja nuvens como as da imagem divulgada.

Além de planetas rochosos e com oceanos, o software também está capacitado para gerar imagens de estrelas ou gases, incluindo reconstruções realistas de nuvens e efeitos climáticos.

Uma versão beta do programa está sendo testada atualmente, mas o software final será lançado este ano.


Fonte: NE10

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária manda incinerar lixo hospitalar importado



A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) determinou a incineração de 50 toneladas de tecidos hospitalares que haviam sido importados por empresas pernambucanas e estavam em galpões de cidades do interior do estado. A decisão foi publicada ontem (28) no Diário Oficial de Pernambuco.
De acordo com o gerente da Apevisa, Jaime Brito, dois contêineres de lixo hospitalar com origem dos Estados Unidos, contendo aproximadamente 46 toneladas, serão devolvidos ao país de origem no próximo dia 7 de janeiro. O material estava interditado no Porto de Suape, em Recife, desde outubro. “O [material] que está no porto vai voltar para os Estados Unidos. Esse material [que está nos galpões] já estava nacionalizado, foi fruto de diversas importações e, por isso, será incinerado”.
O laudo técnico do Instituto de Criminalística de Pernambuco constatou a presença de sangue nas amostras recolhidas. “O laudo pericial que foi pedido pela Polícia Federal detectou que os tecidos que estavam nos três depósitos vieram de materiais procedentes de hospitais e foram taxados como resíduos de serviços de saúde”.
As empresas N.A. Intimidades, que possuía depósitos nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, e Império do Forro de Bolso, em Caruaru têm 15 dias para recorrer da decisão. Os depósitos estão interditados desde outubro. As empresas já haviam sido notificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e multadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Brito ainda não sabe quem vai custear a incineração do material apreendido. “Vamos discutir internamente e verificar quem vai bancar a incineração, porque é um custo alto. Esse material tem de ser inutilizado e não pode ser reaproveitado”.
Fonte: Agência Brasil

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