sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Justiça libera obras de Belo Monte no rio Xingu



A Justiça Federal no Pará revogou, nesta sexta-feira, liminar que determinava a paralisação das obras da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. O juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins revogou a liminar que ele mesmo concedeu no final de setembro depois de avaliar melhor a questão. 
A determinação foi resultado de uma ação movida pela Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat). Segundo a associação, mil famílias que dependem da pesca serão prejudicadas pela hidrelétrica.
O juiz afirmou que, ao contrário de sua avaliação inicial, a pesca não será impedida durante a construção da usina, pois o curso da água não será alterado. O parecer ainda diz que estão sendo desenvolvidos projetos de incentivo à pesca sustentável pela Norte Energia. 
Agora, estão liberadas as obras no leito do rio Xingu, como implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais e outras necessárias para construir a hidrelétrica. Segundo a assessoria do consórcio Norte Energia, empresa responsável pela construção, a decisão não prejudicou o andamento das obras, pois as atividades ainda não atingiram o curso do rio Xingu. 

Fonte: Veja

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Três maiores poluidores rejeitam acordo climático obrigatório



Os três maiores poluidores mundiais - China, Índia e Estados Unidos - rejeitaram na terça-feira (6) um novo acordo vinculante para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o que aumenta o risco de que a atual conferência climática da ONU termine sem nenhum avanço significativo nesta semana.
A União Europeia lidera os esforços para manter vivo o Protocolo de Kyoto, tratado climático global cuja parte mais crucial expira no final de 2012. Mas os europeus condicionam sua participação à adesão dos três grandes poluidores - que não participam do Protocolo de Kyoto.
Falando aos representantes de quase 200 países presentes em Durban, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, admitiu que "um acordo abrangente e juridicamente vinculante pode não ser possível em Durban, mas essa tem de ser a nossa prioridade."
O Protocolo de Kyoto prevê obrigações apenas para países industrializados (sendo que os EUA se retiraram do tratado). Já os países emergentes, como China e Índia, ficam dispensados de qualquer redução obrigatória.
A meta da UE é que até 2015 seja definida uma atualização do Protocolo de Kyoto que reflita o aumento das emissões em grandes países emergentes.
"A União Europeia gostaria de ver as coisas concluídas assim que possível", disse a jornalistas a comissária (ministra) europeia do Clima, Connie Hedegaard, quando questionada sobre a possibilidade de o acordo ficar para depois de 2015. "Queremos um acordo juridicamente vinculante. Temos razões realmente boas para querer isso."
Existe um consenso de que não há mais tempo para negociar um tratado complexo até o final de 2012. Pela proposta da União Europeia, as novas regras seriam definidas até 2015 para entrarem em vigor em 2020. Cientistas dizem que, se as emissões globais de carbono não começarem a diminuir nesse prazo, o mundo enfrentará consequências climáticas catastróficas.
Embora lidere os esforços globais, a União Europeia responde por apenas 11 por cento das emissões globais de gases do efeito estufa, ao passo que China, EUA e Índia emitem juntos quase metade desse material.
O trio quer deixar para 2015 qualquer compromisso sobre cortes obrigatórios nas emissões. Ou seja, o acordo ficaria para depois da publicação de uma revisão científica a respeito dos efeitos da mudança climática, e de medições sobre a eficácia das promessas de redução de emissões feitas unilateralmente por certos países.
Na semana passada, Pequim acenou com a possibilidade de aceitar metas obrigatórias, mas desde então se recusa categoricamente em falar sobre cifras e prazos.
O principal negociador chinês, Xié Zhenhua, disse a jornalistas que a China pode participar do acordo se, após 2020, os esforços globais forem compatíveis com "responsabilidades comuns, mas diferenciadas".
As nações emergentes alegam que os países desenvolvidos, após se beneficiarem de dois séculos de progresso econômico decorrente das emissões, deveriam ter obrigações maiores que as nações em desenvolvimento.
Fonte: Último Segundo


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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pílula anticoncepcional pode ter relação com o câncer de próstata




Um estudo publicado pelo “British Medical Journal” nesta semana relaciona o aumento dos casos de câncer de próstata ao uso da pílula anticoncepcional. 

Você deve estar perguntando como isso acontece, se a pílula é tomada pelas mulheres e a próstata é um órgão masculino. Acontece que os hormônios femininos presentes na pílula são substâncias que não se quebram facilmente. Eles são eliminados pela urina e entram na água ou na cadeia alimentar, de modo que acabam sendo ingeridos também pelos homens.

Estudos anteriores já haviam sugerido que a exposição ao estrógeno, um hormônio feminino, seja um fator de risco importante para o câncer de próstata.
A pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, é uma análise de dados de diversos países em todo o mundo, comparando o uso de contraceptivos e a recorrência do câncer de próstata. Eles descobrem que métodos como o preservativo e o dispositivo intrauterino não estão associados ao aumento nos casos de câncer entre os homens, mas que a pílula está.
Os autores ressaltam que a pesquisa é especulativa e tem como objetivo iniciar uma discussão nesse sentido. A análise não deve ser tratada como uma relação de causa de efeito e nem leva a conclusões definitivas.
O câncer de próstata é hoje o mais comum nos países desenvolvidos, e o aumento coincide com a popularização das pílulas anticoncepcionais, que entraram no mercado há cerca de 40 anos.
Fonte: G1

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