sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

"Não caia nas dietas detox"


Os defensores das dietas detox dizem que elas ajudam a eliminar toxinas que vão se acumulando no organismo quando nós comemos alimentos processados, açúcar refinado e gorduras saturadas, por exemplo. O que há de errado nisso? 
As pessoas que fazem afirmações desse tipo não conseguem nem nomear as toxinas a que se referem. As toxinas têm nomes, e os promotores do detox precisariam mencioná-los. se fizessem isso, seria muito fácil testar suas afirmações: bastaria escolher uma toxina, medir o seu nível no sangue e ver se a tal dieta, ou qualquer outra forma de detox, tem algum efeito em comparação com a ausência de tratamento. Mas essas pessoas não mencionam as toxinas [que a dieta supostamente elimina] por um motivo óbvio: elas sabem muito bem que o teste não confirmaria suas afirmações fraudulentas.

Mas há estudos mostrando que o chá verde contém catequinas, que ajudam a reduzir a gordura no sangue. E que o ômega 3 presente no salmão tem ação anti-inflamatória. Comidas como essas não ajudam a limpar as toxinas do corpo? 
Claro que componentes naturais têm efeitos, mas eles não se devem à eliminação de toxinas. são ações  anti-inflamatórias e antioxidantes, não têm nada a ver com desintoxicação. Fígado, pulmões, rins, intestinos e pele já fazem um trabalho perfeito na eliminação das toxinas. Uma dieta detox não vai fazer um trabalho que já é perfeito ficar melhor. 

E quanto a ioga, massagens, máscaras e coisas do tipo? Elas também são inúteis para desintoxicar o organismo? 
A ioga e as massagens podem funcionar de outras maneiras. No tratamento de dor nas costas, por exemplo. Mas elas não eliminam toxinas. Existe algum método sério, cientificamente comprovado, de desintoxicar o organismo? Se a pessoa é viciada em drogas, sim. Nesse caso, ela precisa de uma desintoxicação adequada - um tratamento que gradualmente a torne menos dependente daquelas substâncias [geralmente, esse tratamento envolve o uso de remédios que aliviam a síndrome de abstinência da droga] . É assim que o termo "detox" é usado na medicina convencional. Algo completamente diferente das dietas.  

Na prática, o que acontece conosco quando fazemos dieta detox de 7 dias? Isso pode prejudicar a saúde? 
O principal é que perdemos dinheiro, caindo num charlatanismo vendido por pessoas que só estão dispostas a faturar. Sobre a saúde, qualquer dieta pobre em alimentos essenciais resultará em síndromes de deficiência nutricional se for consumida por longos períodos. Mas o mais importante é que essas dietas provocam uma ilusão. A ilusão de que todos os nossos excessos podem ser equilibrados com alguns dias de "detox". Elas promovem estilos de vida que não são saudáveis.

Se não existe dieta detox, qual o caminho para se manter saudável? 
Se alimentar de forma saudável, ingerindo uma dieta variada e equilibrada. evitar comer e beber demais. Dormir e descansar o suficiente. e fugir desse charlatanismo detox - que não tem comprovação científica, mas tem sido altamente promovido em revistas, programas de TV e na internet.

Fonte: Super Interessante

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Estudo relaciona autismo com desequilíbrio hormonal da mãe grávida


As crianças nascidas de mães que produzem excesso de hormônio masculino têm o risco consideravelmente mais elevado de desenvolver transtornos autistas, segundo um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo, publicado na revista Molecular Psychiatry.

O estudo demonstra pela primeira vez o vínculo entre a Síndrome de Stein-Leventhal ou Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e os Transtornos do Espectro Autista (TEA). As mulheres afetadas por esta síndrome, ou seja entre 5% e 15% das que possuem idade de ter filho, segregam uma quantidade anormalmente elevada de hormônios andrógenos, inclusive durante a gravidez.

Depois de estudar os relatórios médicos relativos a todas as crianças entre 4 e 17 anos nascidas na Suécia entre 1984 e 2007, os pesquisadores estabeleceram um vínculo estatístico entre esta patologia e a TEA.

"Descobrimos que um diagnóstico de SOP na mãe aumentava em 59% o risco de TEA na criança", explicou a psiquiatra Kyriaki Kosidou, do departamento de ciências da saúde pública do Instituto Karolinska.

"O risco é ainda mais importante entre as mães afetadas pela SOP e a obesidade, uma afecção comum se houver um excesso marcado de produção de hormônios andrógenos", acrescenta. O estudo, em compensação, não pôde elucidar por que a TEA afeta quatro vezes mais os meninos do que as meninas.

Os pesquisadores enfatizam, além disso, que as causas subjacentes do vínculo entre a SOP e a TEA não "estão completamente claras e que são necessários estudos mais profundos, por isso é muito cedo para fazer recomendações específicas".

O autismo é um trastorno do desenvolvimento que se manifesta principalmente na dificuldade de estabelecer interações sociais e se comunicar. 

Fonte:  Folhape

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Casos suspeitos de microcefalia chegam a 1.761 no Brasil


Até o último sábado, 1.761 casos suspeitos de microcefalia foram notificados em 422 municípios brasileiros. Os números foram divulgados hoje (8) pelo Ministério da Saúde. Até o momento, de acordo com o novo balanço, 14 unidades federativas registram casos suspeitos da malformação.

Pernambuco permanece como o estado com o maior número de casos (804). Em seguida, estão Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106), Sergipe (96), Alagoas (81), Ceará (40), Maranhão (37), Piauí (36), Tocantins (29), Rio de Janeiro (23), Mato Grosso do Sul (9), Goiás (3) e Distrito Federal (um).

Foram notificados ainda 19 mortes de bebês com microcefalia e suspeita de infecção pelo vírus Zika, sendo sete no Rio Grande do Norte, quatro em Sergipe, dois no Rio de Janeiro, um no Maranhão, dois na Bahia, um no Ceará, um na Paraíba e um no Piauí. O ministério informou que os casos estão sendo investigados para confirmar a causa da morte.

O que é microcefalia?
É uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão considerado adequado. Neste caso, os bebês com essa malformação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal. Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação.

No dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que existe relação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia na Região Nordeste do país. Segundo nota divulgada pela pasta, exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos.

Fonte Diário de PE

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