terça-feira, 6 de setembro de 2011

Osteopatia: técnica que auxilia no reequilíbrio corporal


Terapia manual da fisioterapia, a osteopatia se propõe a reequilibrar a biomecânica corporal, colocando, literalmente, o corpo no lugar. A técnica estimula os mecanismos naturais do corpo para ultrapassar o efeito das tensões físicas ou emocionais e, assim, promover a cura, segundo a fisioterapeuta Denise Alcântara.

“O corpo tem a necessidade de se manter bem. Então, quando acontece algo errado no organismo, ele cria mecanismos de compensação para que o indivíduo não sinta dor. Quando se perde a habilidade adaptativa, ele sente dor”, explicou a especialista. “A osteopatia busca a causa desta dor. Diferente das técnicas convencionais, que se concentram na doença, ela foca no paciente”, acrescentou.

A técnica trata doenças como bursite, tendinites, lombalgia, hérnias discais, cefaleia, labirintite e disfunções da articulação têmporo-mandibular, além de dores no nervo ciático. Para cada tecido, há uma técnica específica, de acordo com a necessidade do paciente, sempre visando o alívio da dor e o reequilíbrio da lesão primária.

Rápida e eficaz, já na primeira sessão é possível sentir o alívio de dores agudas. “Há pacientes que já nas primeiras sessões estão bem e outros que demoram um pouco mais. Mas o alívio é imediato”, comentou a especialista, que também recomenda aos pacientes a se dedicarem a alguma atividade física, como caminhadas, hidroginástica, hidroterapia, pilates ou ioga, para auxiliar no tratamento.

Histórico da terapia:

- A osteopatia foi criada por Andrew Still;

- O método nasceu nos Estados Unidos da América;

- As primeiras experiências com a técnica datam de 1874;

- A técnica se expandiu com a criação da Escola Americana de Osteopatia;

- No Brasil, a terapia chegou há dez anos;

- O método não é popular no Brasil, mas já tem várias escolas e seguidores.

Fonte: Folha de PE

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Criado glóbulo vermelho a partir de células-tronco


Estudo feito por pesquisadores franceses da Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris, dá esperança àqueles que, no futuro, necessitem de transfusão de sangue e queiram ser seus próprios doadores. A alternativa se baseia no fato de a pesquisa ter comprovado a possibilidade de se fabricar glóbulos vermelhos em laboratórios a partir de células-tronco.

O estudo está publicado na revista científica norte-americana Blood. As pesquisas foram conduzidas por Luc Douay, do Hospital Saint-Antoine, da universidade. De acordo com os pesquisadores, para os pacientes contarem com os glóbulos artificiais são necessários mais avanços tecnológicos que possibilitem a produção em grande escala.

Uma primeira transfusão desses glóbulos vermelhos fabricados em laboratório foi feita em seres humanos, mostrando que além de eles terem o mesmo desempenho dos glóbulos naturais, podem sobreviver no organismo.

A pesquisa é considerada pioneira na obtenção de sangue artificial e pode representar uma alternativa para a crescente necessidade de doações de sangue no mundo e para suprir a carência de doadores, além de reduzir o risco de infecções.

No corpo humano, os glóbulos vermelhos - também chamados de hemáceas - são responsáveis pelo transporte de oxigênio e de gás carbônico, em menor quantidade, para os tecidos. Uma das alternativas para fabricar artificialmente os glóbulos vermelhos, segundo os pesquisadores, é utilizar células de sangue do cordão umbilical que se proliferam mais rapidamente do que células-tronco adultas.

Fonte: Click 21

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Inpe e Embrapa revelam a ocupação das áreas desmatadas da Amazônia


Uma nova metodologia permite entender o que ocorreu com os 18% do que foi desmatado em toda Amazônia. A área de estudo, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), abrange os nove estados da Amazônia Legal e analisa os dados do desmatamento entre os anos de 2007 e 2008.

Chamado de TerraClass, o sistema foi lançado nesta sexta-feira (02) e revela o que aconteceu com a floresta após o desmatamento. A iniciativa partiu de uma solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que queria qualificar o desflorestamento mapeado pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES).

O estudo refina dados já conhecidos, como a ocupação das pastagens dentro das áreas desmatadas. Até 2008, a floresta perdeu por desmatamento o total de 719. 210 km² (uma área quase três vezes o tamanho do estado de São Paulo).

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70% do que foi desmatado na floresta foi destinado aos pastos. Entretanto, o levantamento aponta que essas áreas correspondem a 62,2%, entre pastos limpos, pastos sujos e pastagens abandonadas.
“Foi a confirmação de algo que já esperávamos, como a grande presença da pecuária dentro das áreas desmatadas”, diz Mauro Pires, diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente.



Regeneração de área desmatada
A floresta em regeneração foi uma das surpresas positivas do estudo. De acordo com TerraClass existem 150.815 km² de matas secundárias, áreas que, se permanecerem intactas, podem recuperar a biodiversidade natural. O tamanho equivale a sete vezes a área do estado do Sergipe. “O objetivo do programa é fazer um melhor aproveitamento das áreas já degradadas e reconhecer onde podemos recuperar áreas de floresta”, diz Pires.

Com um custo de R$ 600 mil, as pesquisas contaram com apoio do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7), financiado pelos sete países mais ricos do mundo, mais a Holanda e a Comissão Europeia, com gestão do Banco Mundial.

A ideia agora é tentar aplicar a metodologia do TerraCalss paralelamente aos dados do PRODES. “Ainda não temos certeza da verba para essa aplicação, mas, se conseguirmos implementar os dados, vamos poder olhar o desmatamento de forma mais pontual”, afirma Pires. Isso pode ajudar não só no combate da degradação da floresta, como também na criação de políticas públicas para o uso das áreas de pastagens abandonadas, que representam 48 mil quilômetros quadrados.

Fonte: G1

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