sábado, 18 de julho de 2009

Aranha cria 'clone' de si mesma para despistar predadores


Em artigo publicado na revista especializada Animal Behaviour, os biólogos Ling Tseng e I-Min Tso, da Universidade de Tunghai, afirmam ainda que este pode ser o primeiro exemplo de um animal capaz de construir uma réplica em tamanho natural de seu próprio corpo.

Segundo eles, o comportamento da espécie, chamada Cyclosa mulmeinensis, também ajuda a esclarecer por que muitos aracnídeos gostam de decorar suas teias com ornamentos estranhos, como partes de plantas, dejetos e restos de presas e de ovos.

Como esses detritos geralmente têm as mesmas cores das aranhas, os cientistas suspeitam que eles ajudem a camuflar a aranha.

'Iscas'

Tseng e Tso observaram, em uma ilha na costa de Taiwan, que a Cyclosa mulmeinensis não apenas decorava sua teia, como também juntava os detritos para compor objetos de seu próprio tamanho.

Segundo os cientistas, esses "dublês" atraíam os predadores - em geral, vespas - por também terem a mesma cor e a mesma maneira de refletir a luz que as verdadeiras aranhas.

"Nossos resultados mostram que esta espécie vulnerável de aranha se protege de ataques de predadores, construindo iscas que os atraem mais do que ela própria", escreveram os pesquisadores em seu artigo.

Eles afirmam que em teias não decoradas, as vespas atacavam diretamente as aranhas.

Mistério

Há mais de cem anos, cientistas vêm tentando entender por que muitas espécies de aranhas decoram suas teias.

Mas para Tso, não há uma só resposta.

"Creio que a função da decoração varia entre as espécies", disse o cientista à BBC, citando como exemplo as teias decoradas com seda, que têm por objetivo reforçar a trama e impedir que ela seja destruída. Outras teias são decoradas para atrair e deter presas.

O disfarce é um recurso muito usado por vários animais.

Alguns tentam evitar serem vistos usando a camuflagem para se "misturar" a seu habitat, como as mariposas. Outros, como as lagartixas, desenvolvem artefatos mais sofisticados, como o de conseguir se soltar se sua cauda por pega.

Fonte: BBC Brasil

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia do Meio Ambiente e Ecologia


No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, onde a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da secretaria especial do meio ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.

Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

Fonte: Brasil Escola

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Mata Atlântica


Ontem, foi o Dia da Mata Atlântica, ou melhor, do que restou da vegetação que acompanhava toda a linha do litoral brasileiro, desde o Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte quando ainda não devastada, tendo sido considerada a maior floresta tropical úmida em densidade e importância na América do Sul somente comparável à Floresta Amazônica.

No Sudeste e no Sul alcançava a Argentina e o Paraguai, ocupando, também, trechos de serras e escarpas do Planalto do País, e era contínua com a Floresta Amazônica. O desmatamento excessivo que ocorreu, principalmente a partir do século XX, tornou-a bastante reduzida, a ponto de ser uma das florestas tropicais mais ameaçadas do planeta, embora a biodiversidade do seu ecossistema seja uma das maiores do mundo.

Nas suas origens, a Mata Atlântica possuía uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, agora restrita a 52 mil quilômetros quadrados, ou com o dobro de extensão, segundo opiniões divergentes dos estudiosos. Predominava naquele tempo o pau-brasil, hoje existindo, praticamente, apenas na Bahia.

Dessa ex-segunda maior floresta brasileira restam 5% da sua extensão original, sem vestígios, no Rio Grande do Norte, apesar de manchas localizadas na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira (Sudeste). Diga-se de passagem que esses dois acidentes geográficos remontam à época em que aconteceu a separação do continente Americano do Africano há milhões de anos.

A Mata Atlântica se caracteriza por vegetação de médio e grande porte, formando uma floresta fechada e densa, com grande biodiversidade, além de espécies vegetais e animais. As maiores árvores são fatores decisivos para o microclima na mata, proporcionando sombra e umidade. Mamíferos, anfíbios, aves, insetos, peixes e répteis são seus habitantes naturais.

Compõem sua variada vegetação palmeiras, bromélias, begônias, orquídeas, cipós, pau-brasil, jacarandá, peroba, jequitibá-rosa, cedro, tapiriria, andira, ananas e figueiras.

O Dia da Mata Atlântica simboliza uma forma de resistência para preservar o que restou da floresta devastada pela especulação imobiliária, a poluição ambiental, o corte ilegal de árvores etc. Para isso, existem 131 unidades de conservação na esfera federal, 443 estaduais, 14 municipais e 124 privadas, espalhadas por 16 Estados, à exceção de Goiás. Preservar seus últimos 5% de área, poderá ser resumido a um lugar comum: a defesa da natureza ameaçada de destruição.

Fonte: Folha de PE

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